quarta-feira, 21 de março de 2012

Meu caso com Eric Clapton

Durou menos do que imaginei. Ficamos juntos por pouco mais de um mês. E foi um caso clássico de ilusão amorosa. Hoje, eu sei que ele não era quem eu imaginava. Diferente do que aconteceu com Keith Richards, eu não fazia ideia de que Eric Clapton, com aquela cara de marido e pai de família, tinha tido uma trajetória tão, tão, tão entorpecida pelas drogas e pelo álcool! A biografia dele me deixou de ressaca várias vezes. Ele só foi ficar "limpo" depois dos 40! Época que coincidiu com a idade em que eu passei a ter algum conhecimento musical sobre ele. Daí a origem da ilusão. 

Em termos de literatura, achei a do Keith mais bem acabada. As datas pareciam mais organizadas, os acontecimentos mais detalhados e melhor encadeados. Mas em termos de "histórias pra contar", ambas se equivalem. E o bacana de ler um na sequência do outro, é que as histórias deles se cruzam e os coadjuvantes também, já que nasceram na mesma cidade e iniciaram suas carreiras musicais nos mesmos pubs, cercados das mesmas pessoas. Então, é como ler a mesma história, por ângulos diferentes, que se complementam. Já em termos musicais, pendo para Clapton. Deve ser porque muitas de suas canções são trilha sonora da minha vida. Já tive um ano total Had Enough Bad Love (e eu amo a pegada dessa música!), acho My Father's Eye digna do meu pai, (até porque teve uma fase em que ele ouvia Clapton no repeat ad infinitum), já me debulhei em lágrimas com dor de cotovelo ao som de Blue Eyes Blue, e como a maioria, já cantei Cocaine como se vivesse na década de 70 (quem nunca?), entre tantas outras que eu amo...

Assim como aconteceu com Keith, novamente a mãe dominou a leitura. Eu não sabia que Eric Clapton tinha sido criado pela avó, e nunca tinha conhecido o pai e que até os nove anos acreditou que a mãe era a irmã! E se você acha que eu estraguei o mistério e que saber disso tira a graça da leitura, saiba que não, não tira. Esse detalhe está logo na orelha do livro. Porém, na vida dele, teve de fato um peso imenso. Principalmente, um sentimento de rejeição profundo que afetou sua trajetória pessoal. Com Keith eu me compadecia da mãe dele (coitada dela!). Com Clapton eu me indignava, não pelo que a mãe fez, mas pelo que ela não fez com ele.

Por fim: sou uma defensora dos livros em seu formato original, com páginas de papel, encadernado, sem botões de on e off, ou volume, ou coisa que o valha. Talvez todo o pouco romantismo que há em mim resida apenas na defesa dos livros em seu formato original. Mas olha que, no caso dessas duas biografias, fiquei desejando um hiperlink pra ouvir as músicas enquanto lia o livro! Isso sim ia ser delícia, delícia!   

quarta-feira, 14 de março de 2012

Tática para fazer um bebê ficar quieto (a médio prazo e por um breve momento!)


É muito simples, mas requer um desinvestimento de médio prazo: seja uma mãe relapsa tranquila e muquirana econômica e evite ao máximo o uso de sapatos. Afinal, por que é que um ser que não anda precisa deste item do vestuário? Evite-os até quando puder. Isso deve acontecer lá pela época em que o bebê começa a andar e que no meu caso coincidiu com a indireta da "professora" do berçário! Assim, quando não houver outra saída, calce o acessório em cada bisnaguinha pezinho e a sensação do bebê será similar a de ter calçado uma bigorna!

No caso do Bernardo: ficou imóvel, aflito, querendo arrancar aquilo e, por não ter obtido sucesso, evitou ao máximo locomover-se na velocidade da luz que lhe é peculiar, dando algum sossego à mamãe! Mas ficou fofo de tênis!