Em termos de literatura, achei a do Keith mais bem acabada. As datas pareciam mais organizadas, os acontecimentos mais detalhados e melhor encadeados. Mas em termos de "histórias pra contar", ambas se equivalem. E o bacana de ler um na sequência do outro, é que as histórias deles se cruzam e os coadjuvantes também, já que nasceram na mesma cidade e iniciaram suas carreiras musicais nos mesmos pubs, cercados das mesmas pessoas. Então, é como ler a mesma história, por ângulos diferentes, que se complementam. Já em termos musicais, pendo para Clapton. Deve ser porque muitas de suas canções são trilha sonora da minha vida. Já tive um ano total Had Enough Bad Love (e eu amo a pegada dessa música!), acho My Father's Eye digna do meu pai, (até porque teve uma fase em que ele ouvia Clapton no repeat ad infinitum), já me debulhei em lágrimas com dor de cotovelo ao som de Blue Eyes Blue, e como a maioria, já cantei Cocaine como se vivesse na década de 70 (quem nunca?), entre tantas outras que eu amo...
Assim como aconteceu com Keith, novamente a mãe dominou a leitura. Eu não sabia que Eric Clapton tinha sido criado pela avó, e nunca tinha conhecido o pai e que até os nove anos acreditou que a mãe era a irmã! E se você acha que eu estraguei o mistério e que saber disso tira a graça da leitura, saiba que não, não tira. Esse detalhe está logo na orelha do livro. Porém, na vida dele, teve de fato um peso imenso. Principalmente, um sentimento de rejeição profundo que afetou sua trajetória pessoal. Com Keith eu me compadecia da mãe dele (coitada dela!). Com Clapton eu me indignava, não pelo que a mãe fez, mas pelo que ela não fez com ele.
Por fim: sou uma defensora dos livros em seu formato original, com páginas de papel, encadernado, sem botões de on e off, ou volume, ou coisa que o valha. Talvez todo

