sexta-feira, 15 de junho de 2012

Por dentro da cabeça de uma mãe prestes a viajar sem o filho pela primeira vez

Ok, vamos fechar a viagem. Duas semanas. Não conheço a Europa. Estamos precisando de uma viagem sem filhos. Será que aguento? Com um ano e meio eles não têm a mesma noção de tempo que a gente, né? Putz, ganhamos uma passagem de ida e volta. E vamos ficar hospedados na casa de uma amiga. Poxa, é burrice não ir. E ele fica como? O quê, a cunhada consegue ficar em casa com ele? E com a sobrinha junto? Uau. Mais motivos pra gente ir. Tá tudo conspirando, é o destino. E na época que estamos pensando em ir, comemoramos seis anos juntos. Estaríamos em Paris na data! Ahhh....temos que ir. São muitos os sinais. E ele? Ele vai continuar na rotina de sempre, indo pro berçario pra cunhada também aproveitar as férias em Sampa. Mas melhor fazer uma manual de instruções do proprietário. Nossa, quantas regras ele segue. Nem tinha me dado conta de que nesses último 17 meses tinha "estruturado" tanta coisa. Parece manual de relógio suíço! Mas ele é tão dentro da rotina que, se elas mantiverem isso, ele nem vai sentir. Quem vai sentir sou eu. É muita maluquice ir em vôo separado: eu em um e o marido em outro? Vai que...! Maluquice, eu sei. Ou será que não? E se ele estranhar e não se adptar? Difícil, já que ele costuma se jogar em estranhos e se sentir em casa em cinco minutos. Mas mãe é mãe, né? Acho que ele vai curtir. A prima vai estar junto. E gente...Paris! E gente....Londres! E ficar horas num museu!? E ir de um canto a outro quando der na telha!? E não ter que acordar cedo!? E poder dormir até tarde!? E o prazer de, por ao menos duas semanas, poder sair sem ter que conferir fraldas, roupa de verão extra, roupa de inverno extra, comida, suco, brinquedo, mamadeira, porta-leite, além de todo o check list de uma mala de bebê que sai míseras horas de casa! Será que sei viver assim de novo? Parece que faz milênios desde a última vez que saí ao léu assim. Mas de imaginar, já tô curtindo. E a culpa? Não encontrei! Ufa. Em compensação, tô lidando com uma saudade antecipada. Ué, e o cheirinho do cangote dele? E a cara fofa e risonha com o cabelo bagunçado quando acorda? E o dedinho dizendo, não, não, não, com a petulância mais graciosa do universo? E o adormecer no meu colo todas as noites? E o aconchego de um abraço de mãe quando acorda chorando no meio da noite, quando cai ou quando quer? Será que ele vai sentir saudades? Vou colocar um monte de fotos do lado do berço dele. A gente consegue evoluir um dia a ponto de dar conta de tudo isso de um modo menos intenso ou será que a mistura de sentimentos é parte integrante da vida pós-filhos? Bom, vou lá conferir tudo isso e volto em duas semanas pra contar! Rezem por nós. Cá pra mim,tô entoando o mantra: tudo vai dar certo!

3 comentários:

  1. Rê, claro que vai dar!!! Hoje em dia eu tenho um pensamento super diferente de quando o meu era pequeno assim... EU não teria conseguido (na época) mas hj em dia se tivesse outro, iria com certeza!! Fora que conheço VÁRIOS casais que fazem isso desde a idade do seu e já estão grandes, fortes e sem nenhum trauma (aparentemente, kkkkkkkk). Boa Viagem!! Beijos

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    1. Tks, Biancaaaa!!! Reconfortante esse comentário!!! rsrsrs
      bjsss

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