segunda-feira, 30 de maio de 2011

O Centésimo Post

Esse é o post nº 100! E nada melhor que um post pra comemorar. Faz um ano e meio que escrevo aqui, assim, sem muita disciplina, porque se eu começo a colocar muitas regras, me pressiono, vira obrigação e fica chato (embora eu acredite que a frequencia é um dos itens de sucesso de um blog! Mas ok, um dia eu melhoro isso). Esse espaço é meramente entretenimento pessoal, mas se as pessoas gostarem, melhor ainda. O engraçado é que o blog mudou minha maneira de pensar. Hoje eu não penso. Edito posts mentais.
Eu gosto de escrever. Sempre gostei. Se escrevo bem ou não são outros quinhentos, mas é parte da minha vida desde pequena. Esse blog não é um diário, como os que eu mantive por quase 10 anos da minha vida. Eu não consigo compartilhar tudo com todo mundo. Um amigo me disse uma vez que minha vida era um livro aberto, mas virado pra baixo. Em parte, isso é culpa de um misto de vergonha e timidez, em parte de uma certa arrogância travestida de auto-crítica, que explico mais abaixo.
Nessas de escrever diários eu acho que demorei muito tempo pra socializar. As conversas aconteciam mais com as folhas de papel do que com pessoas. Daí, com a socialização da adolescência, descobri os feedbacks. Foram pessoas que me fizeram me enxergar melhor. E acredito que a gente só se descobre pelo outro. Nesse ponto, passei a preferir socializar à escrever, embora eu mantenha uns cadernos para desabafos e registros, desses de papel mesmo (que me desculpe a sustentabilidade!).

Até que comecei a ler outros blogs e pensava, putz, eu queria ter escrito isso. Ou putz, eu poderia ter escrito isso! (Não é engraçado como as melhores obras parecem sempre dar a sensação de que foram fáceis de fazer!? Mas como é difícil ser simples e como é fácil cair no lugar comum!).

E porque raios eu não escrevia de uma vez? Bom, é por pensar tanto que sou a minha pior inimiga. E minha inimiga tem nome: auto-crítica! Ela bloqueia alguns erros, é bem verdade, mas em geral, em vários aspectos da minha vida, paralisa mais do que ajuda. É aquela voz interna arrogante que me assombra com questionamentos como: ah, Renata, quem vai querer ler o que você escreve?, você vai conseguir atingir um nível decente de qualidade de post?, vai conseguir manter alguma frequencia nesse blog ou vai desistir fácil?, que interessa o que você pensa?, porque você não vai lavar uma louça?...e por aí vai. Com uma voz assim, é mais fácil e seguro escolher não fazer nada!

Só que, se eu passei várias vezes na fila da auto-crítica, tem gente que a ignorou completamente. E nem por isso deixa de fazer as coisas. E mais, nem por isso deixa de ter sucesso nessa vida de meodeos! Só erra quem tenta acertar. Então, como não tô com grana pra terapia ignorei a voz e estou aqui há um ano e meio me liberando pra escrever minhas bobagens, divagações, questionamentos, algumas dicas, registros do meu filho e da minha vida, etc. E nesse período descobri que dá pra juntar o útil ao agradável: escrever e socializar: tudo aqui no blog!

Obrigada aos poucos e bons leitores fiéis e aos leitores acidentais que socializam comigo por aqui. A experiência de socializar escrevendo tem sido bem divertida.

Um comentário:

  1. Renata, ainda bem que vc deixou para trás a sua "inimiga" pq vc escreve muito bem, eu gosto de blogs assim "leves" como o seu.
    Eu tb escrevo para organizar meus pensamentos, mostrar para quem quiser coisas que eu acho interessantes... enfim, é meio terapeutico mesmo,né?
    um beijo!

    ResponderExcluir